Análise comparativa de enxertos ósseos autógenos e xenógenos em bloco para aumento de espessura do rebordo maxilar
Rafael Guimarães Lima
Dissertação
por
D D762
Campinas : [s.n.], 2016.
51f. : il.
Dissertação (Mestrado em Implantodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
A cirurgia de enxerto ósseo autógeno para aumento de espessura em defeitos ósseos maxilares pode ser considerado um procedimento seguro e efetivo. Entretanto apresentam algumas desvantagens como aumento da morbidade e quantidade limitada. Desta forma, biomateriais como o Bio-Oss Block (Geistlich AG,...
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A cirurgia de enxerto ósseo autógeno para aumento de espessura em defeitos ósseos maxilares pode ser considerado um procedimento seguro e efetivo. Entretanto apresentam algumas desvantagens como aumento da morbidade e quantidade limitada. Desta forma, biomateriais como o Bio-Oss Block (Geistlich AG, Wolhusen, Switzerland), composto por um preparo de matriz mineral de osso bovino esponjoso em bloco, é uma alternativa terapêutica. O objetivo desse estudo foi avaliar a manutenção volumétrica dos enxertos autógeno e xenógeno em bloco, bem como a estabilidade primária dos implantes nas áreas enxertadas. Foram selecionados oito pacientes com dois defeitos anteriores em espessura óssea maxilar. Nesses pacientes foram fixados um enxerto autógeno em bloco do ramo mandibular de um lado e um xenógeno (Bio-Oss Block, Geistlich AG, Wolhusen, Switzerland) do outro e cobertos com uma membrana de colágeno (Bio-Gide, Geistlich AG, Wolhusen, Switzerland). Antes e após a fixação dos enxertos foi realizada a medição da espessura óssea vestíbulo-palatina à mesial da cabeça expandida do parafuso de fixação com o uso de um espessímetro. Após seis meses, foi realizada a outra mensuração clínica da espessura óssea no mesmo local e instalados um implante Cone Morse Alvim cônico de 3.5x10mm (Neodent, Curitiba, Brasil) em cada área enxertada. A estabilidade primária foi mensurada com torquímetro cirúrgico manual no momento da instalação dos implantes. Para a avaliação tomográfica foram realizados 3 exames: pré-operatório, pós-operatório imediato e 6 meses de pós-operatório. Nos três exames tomográficos foram selecionados os cortes sagitais do centro do enxerto em bloco autógeno e do Bio-Oss Block e realizado mensurações lineares. O resultado clínico da espessura pós-enxerto em 6 meses no autógeno apresentou média de 7,4mm, tendo média inicial de 3,4mm e reabsorção em 2,6%, e no Bio-Oss Block teve média de 8,9mm, de 3,3mm e 7,3%, respectivamente. O resultado tomográfico da espessura pós-enxerto em 6 meses no autógeno apresentou média de 7,8mm, tendo média inicial de 3,7mm e reabsorção em 0%, e no Bio-Oss Block teve média de 9,3mm, de 3,6mm e 2,1%, respectivamente. O torque de inserção do implante apresentou média de 32 ± 22Ncm nos casos de enxerto autógeno e de 18 ± 9Ncm nos casos de enxerto xenógeno. Concluímos que ambas as modalidades de enxerto ósseo em bloco avaliadas nesse trabalho, autógeno e xenógeno, permitem obter espessura satisfatória bem como estabilidade primária suficiente para o sucesso do tratamento com implantes.
Palavras-chave: Cirurgia bucal. Implantação dentária. Transplante ósseo.
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Sotto-Maior, Bruno Salles
Orientador
Análise comparativa de enxertos ósseos autógenos e xenógenos em bloco para aumento de espessura do rebordo maxilar
Rafael Guimarães Lima
Análise comparativa de enxertos ósseos autógenos e xenógenos em bloco para aumento de espessura do rebordo maxilar
Rafael Guimarães Lima
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