Avaliação do efeito de diferentes temperaturas aplicadas em fios ortodônticos de níquel - titânio
Marco Aurélio Teixeira Dias
Dissertação
por
D4
Campinas : [s.n.], 2015.
73f : il.
Dissertação (Mestrado em Ortodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito térmico e a deformação estrutural de fios ortodônticos de NiTi submetidos a diferentes temperaturas (100 - 800ºC). Foram utilizados arcos ortodônticos (n=30) de 4 diferentes tipos de fios de NiTi: ORMCO (CuNiTi 27ºC 0,018"; CuNiTi 35ºC 0,017" x...
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O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito térmico e a deformação estrutural de fios ortodônticos de NiTi submetidos a diferentes temperaturas (100 - 800ºC). Foram utilizados arcos ortodônticos (n=30) de 4 diferentes tipos de fios de NiTi: ORMCO (CuNiTi 27ºC 0,018"; CuNiTi 35ºC 0,017" x 0,025") e GAC (Sentalloy 0,016" e Neo Sentalloy 0,016" x 0,022" 160g). Foram realizados dois experimentos: no primeiro foram utilizados 6 segmentos de 30 mm dos 4 diferentes tipos de fios e aquecidos até atingir as temperaturas: 100, 200, 300, 400, 500, 600, 700 e 800ºC (aferidas por termopar) e um grupo controle que não sofreu aquecimento. Um teste de deflexão de 3 pontos foi realizado após resfriamento das amostras de acordo com a norma ISO 15.841. O mesmo ocorreu com o grupo controle. No segundo experimento, 24 amostras medindo 30 mm tiveram 5 mm de suas extremidades submetidas ao tratamento térmico com um maçarico ortodôntico, seguindo a metodologia do primeiro experimento para determinar a temperatura máxima atingida pela extermidade oposta dos fios de NiTi ao serem aquecidos. No primeiro experimento os fios CuNiTi 27ºC deformaram a partir das temperaturas de 400ºC, os fios CuNiTi 35ºC a partir de 500ºC, os fios Sentalloy não deformaram em nenhuma temperatura e os fios Neo Sentalloy somente na temperatura de 800ºC. O grupo controle não sofreu deformação. Na análise das temperaturas em um mesmo fio há diferenças estatísticas em todos os fios. No segundo experimento a maior temperatura na extremidade oposta do fio (86ºC) foi registrada no maior tempo de aquecimento (72,94 segundos) no fio CuNiTi 35ºC. Conclui-se que os fios de NiTi estudados responderam de forma diferente entre si em relação à temperatura de deformação e que a maior temperatura obtida pela extremidade oposta dos fios (86ºC no fio CuNiTi 35ºC) observada, não é suficiente para provocar alterações dos componentes físicos presentes nos fios de NiTi e consequentemente alterar a sua efetividade quando estes fios sofrem o tratamento térmico pelos ortodontistas.
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Marco Aurélio Teixeira Dias
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