Avaliação dos níveis de cortisol e microbiota salivar em pacientes submetidos a implantes dentários
Réferson Melo dos Santos
Tese
por
D762
Campinas : [s.n.], 2015.
66f. : il.
Tese (Doutorado em Implantodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic, Campinas -SP.
O estudo teve como objetivo avaliar em pacientes que foram submetidos à colocação de implantes dentários dois protocolos medicamentosos, com amoxicilina, comparando os níveis de ansiedade do paciente, dor, parâmetros vitais e a presença de bactérias na microbiota total e cortisol através da coleta...
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O estudo teve como objetivo avaliar em pacientes que foram submetidos à colocação de implantes dentários dois protocolos medicamentosos, com amoxicilina, comparando os níveis de ansiedade do paciente, dor, parâmetros vitais e a presença de bactérias na microbiota total e cortisol através da coleta de saliva. Foram selecionados 30 pacientes de ambos os gêneros, escolhidos aleatoriamente, com faixa etária média de 50 anos e separados em dois grupos G1 (n=15) e G2(n=15). Em ambos os grupos foi administrado 2g de amoxicilina 1 hora antes da cirurgia. No grupo G1, a antibioticoterapia foi mantida de 500 mg de 8/8h por 3 dias e no G2, de 8/8h por 7 dias, não foi relatado nenhuma reação adversa a amoxicilina. A concentração de cortisol foi analisada pelo método ELISA e a cultura quantitativa de bactérias foi realizada pelo método preconizado por Guckian-Christensen. Em relação ao gênero, idade, tempo cirúrgico e número de tubetes anestesicos não houve diferenças significantes entre os grupos. Na análise dos dados (ANOVA) do cortisol houve diferenças significantes durante anamnese (p=0.0217), pré-operatório (p=0.0029) e 7 dias (p=0.0458). Na avaliação da ansiedade em função dos períodos e dos grupos também não houve diferenças significantes, porém o pico de ansiedade ocorreu no período pré-operatório e diminuiu significativamente a partir de 24 horas após o procedimento. No teste de Kruskal-Wallis mostrou que não houve diferenças estatisticamente significantes entre os tratamentos (p>0.05), mas houve diminuição (p<0.0001) da percepção da dor durante a anestesia, tanto no pós-operatório quanto nas 24 horas após o procedimento. Entretanto, os valores da escala foram considerados como dor leve. Os valores observados para os quatro parâmetros pressão sistólica (p=0.66), diastólica (p=0.57), pulso (p=0.06) e SpO2 (p=0.19), permanecerem dentro de valores clinicamente aceitáveis ao longo dos períodos. Na microbiota salivar revelou que o microorganismo mais prevalente foi o Streptococcus sp, 100% presentes nas coletas. Houve uma tendência redução destes microorganismos nos dois grupos no período pré-operatório, imediatamente após o bochecho com clorexidina, retornando a valores basais mesmo com a manutenção da antibioticoterapia sistêmica. Assim, conclui-se que não houve diferença entre os dois protocolos medicamentosos e que a utilização prolongada da amoxicilina não trouxe vantagens.
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