Mucosite oral radio e quimio-induzida [recurso eletrônico] : revisão de literatura
Danielle Beltrão Araujo Mendes Amorim
Monografia
por
D65
2011.
50 f.
Monografia (Especialização em Estomatologia) - Faculdade São Leopoldo Mandic, Campinas - SP.
A quimioterapia e a radioterapia são importantes opções de tratamento para pacientes com tumores de cabeça e pescoço. Apesar de serem eficientes podem produzir alguns efeitos colaterais na cavidade oral. Dentre as complicações orais surgidas com essas terapias destacam-se a mucosite, a xerostomia, o...
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A quimioterapia e a radioterapia são importantes opções de tratamento para pacientes com tumores de cabeça e pescoço. Apesar de serem eficientes podem produzir alguns efeitos colaterais na cavidade oral. Dentre as complicações orais surgidas com essas terapias destacam-se a mucosite, a xerostomia, o trismo, a osteorradionecrose entre outras. Dentre elas, a mais comum é a mucosite oral que ocorre em cerca de 40% dos pacientes submetidos à quimioterapia e quase 100% dos pacientes submetidos à radioterapia. A mucosite bucal caracteriza-se clinicamente por eritema, edema e pelo aparecimento de ulcerações na mucosa oral causando dor e desconforto prejudicando a fala e a deglutição. As ulcerações aumentam o risco de infecções locais e sistêmicas que interferem na terapia oncológica e podem levar a modificações no tratamento e até a sua interrupção agravando a neoplasia e aumentando o risco de vida. Através de uma revisão de literatura, essa monografia buscou estudar a mucosite, sua etiologia, incidência, manifestações clínicas, formas de prevenção e tratamento. Com esse trabalho concluiu-se que a patogenia da mucosite ainda é pouco conhecida. Existem muitos tratamentos controversos e que necessitam de mais estudos embora alguns sejam bastante promissores como a amifostina e o sucralfato. De forma geral os tratamentos são utilizados somente de forma paliativa a fim de aliviar os sintomas desta lesão. Destacam-se bochechos podendo ser de solução salina, bicarbonato, clorexidina e de peróxido de hidrogênio diluído; fármacos protetores do epitélio (hidróxido de alumínio e de magnésio), anestésicos tópicos, analgésicos, antiinflamatórios, e antibióticos sistêmicos, crioterapia, uso local de fatores de crescimento e o laser de baixa potência que é bastante eficaz no controle da sintomatologia dolorosa. É de extrema importância então, a participação do cirurgião-dentista na equipe multidisciplinar de pacientes submetidos ao tratamento antineoplásico visto que cuidados pré e pós oncoterapia podem prevenir ou reduzir significativamente a severidade da mucosite.
Palavras-chave: Quimioterapia. Radioterapia. Mucosite oral.
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Palavras-chave: Quimioterapia. Radioterapia. Mucosite oral.
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Thomaz, Alexandre
Orientador
Faculdade São Leopoldo Mandic
Instituição
Mucosite oral radio e quimio-induzida [recurso eletrônico] : revisão de literatura
Danielle Beltrão Araujo Mendes Amorim
Mucosite oral radio e quimio-induzida [recurso eletrônico] : revisão de literatura
Danielle Beltrão Araujo Mendes Amorim
Exemplares
Nº de exemplares: 1
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