Avaliação do perfil clínico, do fluxo salivar e da capacidade tampão salivar em pacientes com insuficiência renal crônica em hemodiálise
Lia Saori Murakami
Trabalho de Conclusão de Curso
por
Campinas : [s.n.], 2008.
61 p. : il.
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Odontologia) - Faculdade de São Leopoldo Mandic
A perda progressiva de funcionamento dos néfrons provoca a Insuficiência renal crônica (IRC), resultante do acúmulo de produtos de excreção como a creatinina sérica e compostos nitrogenados. Manifestações bucais são observadas com implicações para a saúde bucal como o cálculo dentário, que são...
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A perda progressiva de funcionamento dos néfrons provoca a Insuficiência renal crônica (IRC), resultante do acúmulo de produtos de excreção como a creatinina sérica e compostos nitrogenados. Manifestações bucais são observadas com implicações para a saúde bucal como o cálculo dentário, que são formadas em ritmo acelerado, e xerostomia. Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar alterações salivares em pacientes com Insuficiência renal crônica em hemodiálise. Métodos: Trinta pacientes (idade média de 39.43+12.32 anos de idade) com Insuficiência renal crônica em tratamento de hemodiálise foram selecionados para testes salivares. A saliva não -estimulada e a saliva estimulada foram coletadas, e foram analisados o pH, capacidade tampão e fluxo salivar.Trinta voluntários saudáveis (idade média de 37.43+13.17 anos) foram incluídos como controles. Todos os pacientes eram do gênero masculino. O tempo médio de tratamento em hemodiálise foi de 31.9+30,2, sendo 1 mês para a faixa 12 anos e 10 meses. Resultados: As taxas de fluxo de saliva estimulada foram 1.41+0.83 e 1.51+0.79(ml / min), grupo IRC e controle, respectivamente, e não mostraram qualquer diferença significativa (p = 0.634). A taxa de fluxo de saliva não estimulada diminuiu para todo o grupo IRC, mostrando diferença significativa (0.47+0.43 e 0.69+0.35 ml / min, grupo IRC e do grupo controle, respectivamente) (p=0.036). O pH e capacidade tampão da saliva total estimulada e não-estimulada não mostraram diferenças significativas. Pode -se concluir que os pacientes com IRC em hemodiálise mostraram aparentes alterações salivares. O baixo fluxo salivar de saliva não estimulada no grupo com IRC nos permite concluir que a baixa ingestão hídrica e o tratamento hemodialítico são prováveis responsáveis por tal ocorrência, aumentando o risco relacionado à saúde bucal deste grupo, alertando para a necessidade da integração da Odontologia Preventiva nos serviços de hemodiálise.
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