Prevalência de sintomas de disfunção temporomandibular em militares da força aérea brasileira em Fortaleza - CE [recurso eletrônico]
Gabriel Gomes Pimentel
Dissertação
por
Fortaleza : [s.n.], 2023.
58f. : il.
Dissertação (Mestrado em Disfunção temporomandibular e Dor Orofacial) - Faculdade São Leopoldo Mandic.
O termo disfunção temporomandibular (DTM) é utilizado para reunir um grupo de doenças que acometem os músculos da mastigação, articulação temporomandibular (ATM) e estruturas adjacentes. A DTM apresenta etiologia multifatorial e está relacionada com fatores estruturais, neuromusculares,...
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O termo disfunção temporomandibular (DTM) é utilizado para reunir um grupo de doenças que acometem os músculos da mastigação, articulação temporomandibular (ATM) e estruturas adjacentes. A DTM apresenta etiologia multifatorial e está relacionada com fatores estruturais, neuromusculares, psicológicos, hábitos parafuncionais e lesões traumáticas ou degenerativas da ATM. Dentre os sintomas da DTM, pode-se citar limitação de movimentos mandibulares, ruídos articulares e dor nas articulações e nos músculos da mastigação sendo as mulheres as mais acometidas do que os homens. As Forças Armadas de cada país representam um ambiente de trabalho único que implica dedicação exclusiva. O treinamento expõe os militares ao estresse crônico que pode levar a uma variedade de problemas físicos e emocionais. Assim, considerando que o estresse é fator desencadeante de DTM, o objetivo deste estudo foi verificar a prevalência de sintomas de DTM em militares da Força Aérea Brasileira (FAB), da ativa, que trabalham em Fortaleza. Incialmente, preencheram seus dados pessoais: nome, gênero, idade e patente, em seguida, responderam aos questionários Triagem da dor por DTM e Sintomas do DC/TMD. Os dados foram tabulados e exportados para o programa GraphPad Prism 8.4 para análise estatística, no qual as análises foram realizadas adotando o teste de Kruskal Wallis e teste binomial, com confiança de 95%. A amostra foi composta por 224 participantes, que tinham entre 18 e 50 anos, com média de idade de 29,6 anos, sendo 25,9% (n = 58) participantes do gênero feminino e 74,1% (n = 166) participantes do gênero masculino (teste binominal). A faixa etária mais prevalente foi de até 26 anos (47,32%), seguida de 35 a 42 anos (27,68%), com uma diferença significativa entre os grupos (p<0,0001), quando analisada a idade por faixa etária (teste de Kruskal Wallis). Os participantes do gênero feminino apresentaram correlação positiva com sintomas de DTM, visto que apresentaram 4,5 vezes mais sintomas do que os participantes do gênero masculino (p=0.0002) de acordo com o teste exato de Fisher. Dos 85 participantes que relataram sentir dor na mandíbula (boca), têmpora, no ouvido ou na frente do ouvido em qualquer um dos lados, 43,5% (n = 37) relataram o aparecimento de dores de cabeça, 27,1% (n = 23) relataram travamento ou hesitação na abertura da mandíbula e 11,8% (n = 10) relataram travamento ou hesitação no fechamento da mandíbula. O presente estudo detectou uma prevalência para sintomas de DTM de 13,84% na população estudada. Concluiu-se que a prevalência de sintomas de DTM em militares da FAB, em Fortaleza, é semelhante à população em geral e que militares com patentes mais altas apresentaram maior chance de apresentar sintomas de DTM que em patentes mais baixas (p=0,0104) de acordo com a regressão logística simples.
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