Potencial obliterador, tolerância ácida e caracterização elementar da dentina humana tratada com produtos comerciais contendo glutaraldeído ou partículas s-prg [recurso eletrônico]
Maria Carolina Lopes de Souza Ribeiro
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2023.
55f. : il.
Dissertação (Mestrado em Dentítica) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
O estudo teve como objetivo avaliar o desempenho in vitro do agente dessensibilizante com glutaraldeído e hidroxietil metacrilato (Gluma desensitizer, Heraeus Kulzer) e de uma resina de recobrimento bioativa com partículas S-PRG (PRG Barrier Coat, Shofu), quanto ao potencial obliterador e...
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O estudo teve como objetivo avaliar o desempenho in vitro do agente dessensibilizante com glutaraldeído e hidroxietil metacrilato (Gluma desensitizer, Heraeus Kulzer) e de uma resina de recobrimento bioativa com partículas S-PRG (PRG Barrier Coat, Shofu), quanto ao potencial obliterador e caracterização dos elementos da superfície da dentina humana após desafio ácido. O estudo foi experimental, in vitro, cego e randomizado. Para isso, 20 discos de dentina humana com 1,5 mm de espessura foram seccionados em quatro espécimes, sendo esses aleatorizados em diferentes tratamentos e desafios: sem tratamento (controle negativo); sem tratamento e exposição ao ácido cítrico 6% (controle positivo); Gluma e exposição ao ácido cítrico 6%; e PRG Barrier Coat e exposição ao ácido cítrico 6%. Durante todo o experimento, os espécimes foram armazenados em solução de saliva artificial. A exposição ao ácido cítrico 6% ocorreu por cinco minutos seguida de lavagem com água destilada. Ao final os espécimes foram avaliados quanto a composição elementar (% at) por Espectroscopia de Raios X por Energia Dispersiva (EDS, n = 10) e característica de obliteração e superfície dentinária por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV, n= 10). As imagens foram avaliadas qualitativamente e o potencial obliterador foi determinado por três avaliadores cegos de acordo com os escores 1=Obliterado; 2=Maioria obliterado; 3=Parcialmente obliterado; 4=Maioria não obliterado; 5=Não obliterado. Os dados foram analisados por Kappa ponderado, teste de Friedman e Nemenyi (?=0,05). Para EDS, o % de potássio foi menor na dentina tratada com Gluma comparado ao controle negativo (p = 0,0046). Ao final, apenas a dentina exposta ao PRG Barrier Coat apresentou picos de silício. Para os escores de obliteração, a concordância entre os avaliadores foi considerada substancial. A obliteração foi significativamente maior no grupo tratado com PRG Barrier Coat do que no grupo sem tratamento e exposto ao ácido cítrico (p=0,0235). Nos grupos sem tratamento/água destilada e sem tratamento/dentina erodida a maioria dos espécimes obtiveram escore 4-maioria não obliterado ou 5-não obliterado. Já na dentina tratada com PRG Barrier Coat, 80% dos blocos estavam com a superfície dentinária 1-totalmente obliterada ou 2-maioria obliterada, sendo 60% totalmente obliterada. Ainda, no grupo tratado com Gluma observou-se todos os padrões de obliteração, entretanto 30% dos blocos foram classificadas entre obliteradas e maioria obliteradas. Nas imagens de MEV, foi possível observar manutenção da dentina peritubular e presença de precipitações intratubulares para o Gluma e recobrimento total dos túbulos dentinários pelo material na dentina tratada com PRG Barrier Coat. Embora não afetem a composição elementar da dentina, ambos os produtos promoveram alguma obliteração tubular mesmo após a exposição ácida, entretanto o PRG Barrier Coat obteve o melhor desempenho, indicando maior percentual de obliteração, tolerância ácida e manutenção da dentina recoberta pelo material.
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Maria Carolina Lopes de Souza Ribeiro
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