Quantificação do fator de crescimento vascular-endotelial (VEGF) em fibrina autóloga obtidas de pacientes diabéticos [recurso eletrônico]
Paulo Eduardo Gazolla
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2023.
46f. : il.
Dissertação (Mestrado em Implantodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
Os concentrados plaquetários têm sido amplamente utilizados como adjuvantes no processo de regeneração tecidual em cirurgias orais e maxilofaciais. Recentemente, tem se destacado o uso de fibrina autóloga para cirurgias de enxertia, obtida pelo método de Choukroun, e conhecida como fibrina rica em...
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Os concentrados plaquetários têm sido amplamente utilizados como adjuvantes no processo de regeneração tecidual em cirurgias orais e maxilofaciais. Recentemente, tem se destacado o uso de fibrina autóloga para cirurgias de enxertia, obtida pelo método de Choukroun, e conhecida como fibrina rica em plaquetas e leucócitos (L-PRF). Esta fibrina apresenta-se como um arcabouço concentrado de células leucocitárias e plaquetas, que aliadas aos fatores de crescimento presentes na rede de fibrina, possibilitam a reparação tecidual. Apesar de ser uma alternativa viável, pacientes portadores de doenças sistêmicas podem não apresentar os mesmos fatores de crescimento na fibrina, e consequentemente, não ser uma alternativa viável de enxertia. Dentre estes, destacam-se pacientes com problemas metabólicos como o Diabetes Mellitus. Assim, diante da incerteza da qualidade na fibrina em pacientes portadores desta doença, este trabalho avaliou a presença do fator de crescimento vascular endotelial (VEGF) em fibrina autóloga obtida por meio do processo de centrifugação proposto por Choukroun, em 13 pacientes, sendo 6 portadores de Diabetes Mellitus tipo 2, controlados por hipoglicemiantes orais - ASA 2 compensados, comparados com 7 normosistêmicos - ASA 1. Foram coletados, em cada paciente, 3 amostras com 10ml de sangue venoso em tubos plásticos revestidos com sílica. Seguidamente à coleta do sangue venoso, as amostras foram centrifugadas com força relativa a 400g durante 12 minutos, à temperatura ambiente, para a produção das membranas de fibrina autóloga (L-PRF). As membranas foram processadas e a quantificação de VEGF foi realizada por meio de ensaio imunoenzimático (ELISA). Os dados foram tabulados e submetidos a análises descritivas e exploratórias dos dados, foram aplicados ao teste t de Welch com nível de significância de 5%. Os resultados da quantificação de VEGF obtida das membranas de L-PRF evidenciaram não haver diferença nos valores médios entre pacientes ASA 1 e ASA 2 (p>0,05). Conclui-se que a L-PRF de pacientes diabéticos com glicemia controlada apresentam níveis de VEGF semelhantes a indivíduos sem a comorbidade, podendo ser uma alternativa para uso clínico em procedimentos que requerem otimização do reparo tecidual.
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