Avaliação da correlação entre espessura óssea, espessura gengival e espaço supracrestal em tomografias computadorizadas cone-beam [recurso eletrônico] : estudo retrospectivo
Giordana Cecília Costa Gomes Drummond
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2023.
49f. : il.
Dissertação (Mestrado em Periodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
As características morfológicas do periodonto são há muito estudadas no intuito de buscar uma correlação entre suas estruturas e suas implicações na prática clínica. Para se obter resultados favoráveis é fundamental que o cirurgião se atente para aspectos como a espessura do osso alveolar e do...
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As características morfológicas do periodonto são há muito estudadas no intuito de buscar uma correlação entre suas estruturas e suas implicações na prática clínica. Para se obter resultados favoráveis é fundamental que o cirurgião se atente para aspectos como a espessura do osso alveolar e do tecido mole. Com o desenvolvimento desse estudo objetivamos mostrar se existe relação entre as espessuras do osso e do tecido gengival que ele suporta, e se a distância supracrestal está relacionada ao fenótipo periodontal. Este foi um estudo retrospectivo, observacional, transversal com uma amostra de 101 tomografias computadorizadas disponibilizadas pela radiológica Scan, localizada em Belo Horizonte, Minas Gerais. Os critérios de inclusão foram pacientes totalmente dentados, sem periodontite, que fizeram uso do retrator plástico. Foram excluídos pacientes que possuíam restaurações ou núcleos metálicos que poderiam atrapalhar a nitidez das medições. Estas foram feitas nos elementos 11 e 21, onde medimos a espessura da tábua óssea vestibular, espessura gengival vestibular e a distância supracrestal. Foram medidos os 6.0 mm iniciais da tábua óssea a partir da crista e essa mesma distância a partir da margem gengival para o registro do tecido mole. Após as medições, foi registrado o local de maior espessura encontrada. As medidas registradas acima de 1,0 mm para o tecido gengival vestibular e 0,8 mm para a tábua óssea vestibular foram classificadas como um fenótipo espesso. O espaço supracrestal foi medido da margem gengival até a crista óssea. Após todas as medições terem sido realizadas em ambos os dentes citados foi feita a média das mesmas. Os dados obtidos foram analisados por meio de estatística descritiva e as correlações entre os parâmetros avaliados foram estabelecidas pelo coeficiente de correlação de Pearson (r) com nível de significância de 5,0%. Diante dos resultados obtidos encontramos uma correlação positiva regular quando confrontamos a média da maior espessura da tábua óssea vestibular versus a média da maior espessura da gengiva vestibular. A análise entre a média do espaço supracrestal e a média da maior espessura da tábua óssea vestibular não apresentou correlação. Uma correlação positiva, porém, de baixo grau, foi observada quando analisamos a média do espaço supracrestal versus a média da maior espessura de gengiva vestibular. Esse mesmo grau de correlação se mostrou entre a média da tábua óssea vestibular versus a média da medida do fenótipo gengival e também entre a média do espaço supracrestal versus a média da medida do fenótipo gengival. Analisamos também uma correlação, porém negativa, entre a idade do indivíduo e a medida média do fenótipo gengival. Por fim, observamos que a espessura média do fenótipo gengival vestibular nas mulheres foi ligeiramente inferior àquela encontrada nos homens. Ressaltamos ainda que são necessários mais estudos referentes ao tema, devido a sua relevância e importância na odontologia assim como estabelecer uma padronização metodológica na determinação dos parâmetros mensuráveis dos tecidos periodontais.
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