Ortodontia de acompanhamento e interceptiva em crianças com caninos superiores permanentes ectópicos por palatino [recurso eletrônico]
Tarsilla Prestes Nogueira Coelho
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2022.
56f. : il.
Dissertação (Mestrado em Ortodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic
O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia do tratamento de expansão rápida da maxila (ERM) com controle de ancoragem posterior (BTP) é eficiente para diminuir o grau de severidade da ectopia dos caninos superiores permamentes de crianças na fase do período intertransitório e segundo...
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O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia do tratamento de expansão rápida da maxila (ERM) com controle de ancoragem posterior (BTP) é eficiente para diminuir o grau de severidade da ectopia dos caninos superiores permamentes de crianças na fase do período intertransitório e segundo período da dentadura mista. A amostra foi composta por 48 dados de prontuários da Faculdade São Leopoldo Mandic, Campinas, São Paulo-Brasil, idade média de 9,3 anos (DP = 1,4), tratados com aparelho expansor maxilar de Hyrax modificado com apoio nos caninos e molares decíduos e bandas nos primeiros molares superiores permanentes, seguido de controle de ancoragem posterior do tipo barra transpalatina fixa soldada em ambos os sexos. O método de avaliação do estágio do Nolla e da ectopia dos caninos superiores permamentes foi uso de radiografias panorâmicas, a telerradiografia em norma lateral foi usual para avaliar a maturação óssea e os modelos de gesso para mensurar a presença de apinhamento nos incisivos superiores e inferiores, nas duas fases de avaliação T1 (antes da ERM) e T2, após período de neoformação óssea e instalação da BTP. A amostra foi maior no sexo feminino (54,2%) e a idade média de 9,3 anos (DP = 1,4). Relativamente à posição, no GE 18,8% era unilateral e 81,3% bilateral (p = 0.001). No dente 13 o ângulo alfa variou de 45,0 a 104,0 (M = 73,5, DP = 16,4) e a distância de 1,6 a 19,2 (M = 9,3, DP = 3,2). No dente 23 o ângulo alfa variou de 44,0 a 97,0 (M = 72,8, DP = 14,4) e a distância de 2,1 a 16,4 (M = 7,6, DP = 1,2). A maioria das crianças estava no Estágio Nolla 7 (31,3%), 8 (22,9%) ou 9 (31,3%). Apenas 7 das 48 crianças se encontravam no Estágio 5 (6,3%) ou 6 (8,3%). Quanto à maturação cervical, era CS1 em 22,9% das crianças, CS2 em 27,1%, CS3 em 20,8%, CS4 em 18,8% e CS5 em 10,4%. Em relação à relação sagital, 31,3% das crianças foram classificadas com Classe I, 45,8% com Classe II e 22,9% com Classe III. Registou-se a presença de apinhamento inferior em 39,6% das crianças e apinhamento superior em 35,4%. Foram registradas diferenças significativas em ambos os dentes, tanto na comparação do score do setor em T2 (p < 0.001) como na comparação das diferenças T1-T2 (p < 0.001). As crianças que melhoraram o grau do setor entre T1 e T2 eram mais novas (M = 8,8, DP = 1,2) do que as que não melhoraram (M = 9,9, DP = 1,3), indicando que quanto mais novas as crianças, maior é a probabilidade de melhoria do grau do setor. à medida que a maturação aumenta, a percentagem de melhoria diminui: 81,8% das crianças com maturação CS1, 69,2% das crianças com maturação CS2, 50,0% das crianças com maturação CS3, 22,2% das crianças com maturação CS4 e 20,0% das crianças com maturação CS5. A associação próxima da significância estatística com a posição (p = 0.067): a percentagem de crianças que melhoraram o grau do setor foi mais alta entre no que tinham posição bilateral (76,9%) do que nos que tinham posição unilateral (44,4%). O tratamento interceptativo em crianças com caninos superiores ectópicos por palatino se mostrou eficaz, diminuindo significantemente o grau de severidade da ectopia. Quanto mais novas as crianças, maior é a probabilidade de melhoria do grau do setor de ectopia dos caninos superiores.
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