Avaliação da capacidade antimicrobiana das plantas medicinais da Amazônia: marupazinho, goiabeira e pariri frente à enterococcus faecalis e candida albicans [recurso eletrônico]
Anne Raffaele Cunha dos Santos
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2022.
53f. : il.
Dissertação (Mestrado em Endodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
O objetivo do estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana de extratos de três plantas medicinais da Amazônia: Eleutherine bulbosa (marupazinho), Psidium guajava (goiabeira) e Fridericia chica (pariri) frente ao Enterococcus faecalis (EF) e Candida albicans (CA). O extrato etanólico bruto de cada...
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O objetivo do estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana de extratos de três plantas medicinais da Amazônia: Eleutherine bulbosa (marupazinho), Psidium guajava (goiabeira) e Fridericia chica (pariri) frente ao Enterococcus faecalis (EF) e Candida albicans (CA). O extrato etanólico bruto de cada planta foi obtido e avaliado quanto à contaminação bacteriana e fúngica antes dos testes antimicrobianos. Foram feitos 3 grupos experimentais (n=12): Marupazinho, Goiabeira e Pariri para determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM), através do método de contagem de unidade formadora de colônia (UFC). Cada grupo foi proporcionado nas concentrações de 0,5% a 90%. O controle positivo foi o Hipoclorito de Sódio e o negativo foi o Soro Fisiológico. Os resultados foram analisados pelo teste de ANOVA (Tukey) com nível de significância de 5%. Na concentração de 90% a 30%, houve redução total na contagem de E. faecalis das plantas Pariri, Marupazinho, Goiabeira e Hipoclorito de Sódio com diferença significante em relação ao controle negativo, soro fisiológico (p<0.01). Na concentração de 20%, as plantas Pariri, Goiabeira e o Hipoclorito acarretaram em redução total do E. faecalis com diferença significante em relação Marupazinho e soro fisiológico (p<0.01). Na concentração de 10%, somente a planta Pariri e o Hipoclorito de Sódio apresentaram redução total de E. faecalis com diferença significante em relação ao Marupazinho, Goiabeira e soro fisiológico (p<0.01). Na concentração de 90 a 30%, houve redução total na contagem de C. albicans das plantas Pariri, Marupazinho, Goiabeira e do Hipoclorito de Sódio com diferença significante em relação ao controle negativo, soro fisiológico (p<0.01). Na concentração de 20%, as plantas Pariri, Marupazinho e Hipoclorito acarretaram redução significante de C. albicans em relação a Goiabeira e soro fisiológico (p<0.01). Na concentração de 10%, a planta Marupazinho e o Hipoclorito de Sódio apresentaram redução significante de C. albicans com diferença em relação as plantas Pariri, Goiabeira e ao soro fisiológico (p<0.01). Na concentração de 5% e 2.5%, houve redução significante de C. albicans somente com Hipoclorito de Sódio (p<0.01). Na concentração de 0.5%, não houve redução de C. albicans com nenhuma substância testada. Foi possível concluir que, de concentrações utilizadas, as plantas medicinais da Amazônia Marupazinho, Goiabeira e Pariri apresentaram capacidade antimicrobiana similar ao hipoclorito frente à E. faecalis e C. albicans.
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