Análise da associação de células-tronco da polpa dentária a biomateriais xenógenos em defeitos críticos na calvária de ratos: estudo histológico [recurso eletrônico]
Tatiana Kotaka
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2022.
49f. : il.
Dissertação (Mestrado em Implantodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
A engenharia de tecido ósseo apresenta uma oportunidade para o reparo de grandes defeitos ósseos, sendo compostos de células apropriadas que são capazes de proliferar e se diferenciar, além de fatores de crescimento para instruir a diferenciação celular. Células-tronco esqueléticas e progenitoras,...
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A engenharia de tecido ósseo apresenta uma oportunidade para o reparo de grandes defeitos ósseos, sendo compostos de células apropriadas que são capazes de proliferar e se diferenciar, além de fatores de crescimento para instruir a diferenciação celular. Células-tronco esqueléticas e progenitoras, muitas vezes referidas como células estromais mesenquimais, se originam de vários tecidos, incluindo medula óssea, tecido adiposo, gengiva, polpa dentária e periósteo e estão sendo exaustivamente avaliadas quanto ao seu potencial na engenharia do tecido ósseo. Especificamente, as células-tronco da polpa dentária possuem alta capacidade de proliferação e diferenciação. O tecido dentário é uma fonte promissora e de fácil acesso de células-tronco, com relatos de isolamento bem-sucedido em dentes cariados, dentes com inflamação pulpar e terceiros molares. Neste contexto, faz-se mister o desenvolvimento de estudos que avaliem o reparo ósseo quando do uso de scaffolds associados com células-tronco de diferentes fontes, tais como as derivadas da polpa dentária. A presente pesquisa teve o objetivo de avaliar a associação de células-tronco da polpa dentária a biomateriais xenógenos em defeitos críticos na calvária de ratos. Vinte e quatro ratos machos foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos com doze animais cada, em dois tempos de análise distintos: o tempo um com 14 dias e o tempo dois com 42 dias. No grupo 1, os defeitos críticos foram preenchidos com o enxerto ósseo xenógeno e recobertos com membrana de colágeno e no Grupo 2 foram associadas as células-tronco mesenquimais ao biomaterial, antes do recobrimento com a membrana de colágeno. Após a coleta e processamento do material foi realizada análise histológica em microscópio óptico. Foram realizadas análises descritivas na região correspondente ao centro do defeito ósseo, sendo considerado tecido conjuntivo frouxo, vascularização, infiltrado inflamatório, presença de osso neoformado e partículas residuais dos biomateriais. Observou-se que em ambos os grupos os defeitos ósseos se encontravam preenchidos com biomaterial envoltos por tecido conjuntivo tipicamente frouxo, permeados por vasos sanguíneos. Aos 14 dias é evidente a presença de infiltrado inflamatório, predominantemente maior no grupo associado as células-tronco (G2). Aos 42 dias, ocorre diminuição do infiltrado inflamatório nos grupos avaliados, não sendo mais observado no grupo 1. Não foi verificada neoformação óssea no centro do defeito nos grupos avaliados. A associação de células-tronco mesenquimais ao biomaterial xenógeno não teve repercussão na osteogênese e ainda provocou um aumento da inflamação local.
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Pelegrine, André Antonio
Orientador
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Tatiana Kotaka
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