Efeito da câmara apical do implante no torque final de instalação e no coeficiente de estabilidade do implante (isq): estudo in vitro [recurso eletrônico]
Alberto Fernandes
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2021.
57f. : il.
Dissertação (Mestrado em Periodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
O sucesso da osseointegração dos implantes dentários depende de uma adequada estabilidade primária. Esta estabilidade é decorrente do engate mecânico do implante dentário com osso circundante imediatamente após a inserção. O êxito deste engate depende de vários fatores, entre eles a quantidade e...
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O sucesso da osseointegração dos implantes dentários depende de uma adequada estabilidade primária. Esta estabilidade é decorrente do engate mecânico do implante dentário com osso circundante imediatamente após a inserção. O êxito deste engate depende de vários fatores, entre eles a quantidade e qualidade óssea e a macrogeometria dos implantes. O objetivo do estudo foi avaliar e comparar a influência da câmara apical do implante no torque final de instalação e no coeficiente de estabilidade por análise de frequência de ressonância. Quarenta e oito implantes com medidas de 4,0 mm de diâmetro, e 13,0 mm de comprimento, com mesmo design cônico, roscas trapezoidais progressivas e conexões cônicas internas indexadas, foram divididos em dois grupos, sendo o grupo teste (Grupo 1) com câmara apical com perfurações não concêntricas (n=24) e grupo controle (Grupo 2) sem câmara apical (n=24), que foram comparados diretamente. Os implantes foram instalados por um único operador, em blocos de poliuretano (osso tipo IV). Após a instalação dos implantes, o torque de inserção final e a análise do coeficiente de estabilidade primária foram registrados com torquímetro manual e digital, e um aparelho de frequência de ressonância. Os valores encontrados foram tabulados e o desvio padrão foi calculado para cada amostra. Foi aplicado o teste de Shapiro-Wilk e comparados através do teste T Student entre os grupos, considerando diferenças estatísticas significativas testes com p<0,05. Os implantes com e sem câmara apical, aferidos com o torquímetro manual apresentaram torque 30,0 e 40,0 N.cm respectivamente, e com o torquímetro digital os valores médios e desvio padrão foram 27,79±1,53 e 39,50±2,14 N.cm respectivamente. O torque lido com torquímetro manual foi diferente entre os Grupos 1 e 2, sendo a diferença entre as médias e medianas de 10 N.cm, e o Grupo 2 apresentou torques 33% maiores que o Grupo 1. O torque lido com torquímetro digital foi diferente entre os Grupos 1 e 2, sendo a diferença entre as médias de 11,71 0,54 N.cm, e o Grupo 2 apresentou torques 42% maiores que o Grupo 1. O Grupo 2 apresentou maiores valores de ISQ na colocação dos implantes em comparação com o Grupo 1. Os valores médios de ISQ para o Grupo 1 e 2 foram 73,50 e 76,42 respectivamente, houve uma diferença estatística significativa em todas as variáveis testadas. Pode se concluir que o efeito da câmara apical do implante apresentou baixos valores de torque de inserção sem afetar os valores do ISQ quando comparado com implantes de macrogeometria regular.
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Ciotti, Danilo Lazzari
Orientador
Efeito da câmara apical do implante no torque final de instalação e no coeficiente de estabilidade do implante (isq): estudo in vitro [recurso eletrônico]
Alberto Fernandes
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