Microdureza e tração diametral de resinas aquecidas e o impacto na cor quando utilizadas para cimentação de laminados cerâmicos [recurso eletrônico]
Leandro de Castro Lima
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2022.
51f. : il.
Dissertação (Mestrado em Dentística) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
O objetivo desse estudo foi avaliar a alteração de cor em laminados cerâmicos cimentados ao esmalte com cimentos resinosos fotoativado e dual (sem amina terciária) e resinas aquecidas, bem como avaliar a microdureza e tração diametral dos materiais cimentantes após a fotoativação. Para o teste de...
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O objetivo desse estudo foi avaliar a alteração de cor em laminados cerâmicos cimentados ao esmalte com cimentos resinosos fotoativado e dual (sem amina terciária) e resinas aquecidas, bem como avaliar a microdureza e tração diametral dos materiais cimentantes após a fotoativação. Para o teste de análisede cor, foram obtidas 40 lâminas de cerâmicas feldspáticas de 0,5 mm de espessura as quais foram cimentadas em 40 fragmentos de dentes bovinos utilizando os cimentos resinosos: RelyX Ultimate (RU) e RelyX Veneer (RV) (3M ESPE) e as resinas compostas aquecidas Gradia Direct (GD) (GC) e Palfique Lx5 (P) (Tokuyama). As amostras foram subdivididas em 4 grupos (n=10) e submetidas à termociclagem (10.000 ciclos). A avaliação da cor foi realizada antes e depois da ciclagem térmica (?E, ?L e aplicação dos dados à fórmula de diferença de cor CIEDE 2000.). Para os testes de microdureza (Knoop) e tração diametral, foram confeccionados 80 corpos de prova de 6 mm de diâmetro e 2mm de altura com dois cimentos resinosos RU e RV e duas resinas compostas aquecidas: GD e P. As amostras foram subdividas em 8 grupos (n=10) e fotoativadas através de duas espessuras diferentes de lâminas cerâmicas (0,5mm e 1,5mm). A microdureza Knoop foi realizada na superfície de topo por meio microdurômetro com 25g por 15 segundos e a tração diametral em uma máquina universal de ensaios com velocidade de 0,5 mm/min. Os dados foram submetidos à análise estatística, com aplicação dos testes de Tukey e de Kruskal-Wallis. Os cálculos estatísticos foram realizados ao nível de significância de 5%. Para os dados de alteração de cor, não houve diferença estatisticamente significativa entre os materiais de cimentação, seja para o Eab (p = 0,572) ou E00 (p = 0,503). Inexistiu interação entre materiais de cimentação e a termociclagem, para os parâmetros L (p = 0,874), a (p = 0,971) e b (p = 0,953). A termociclagem afetou significativamente apenas L* (p = 0,047), cujo valor se tornou maior após os cliclos. Para os parâmetros a* (p = 0,291) e b* (p = 0,256), não houve diferença entre os valores mensurados previamente e após a termociclagem. Quanto à microdureza, houve diferença estatisticamente significativa entre os materiais de cimentação e a espessura da cerâmica (p < 0,001). A resina GD apresentou microdureza significativamente menor que todos os materiais, nas duas espessuras cerâmicas. Na espessura de 1,5 mm, o cimento RU teve microdureza maior que a dos materiais RV e P. A tração diametral teve influência estatisticamente significativa do material de cimentação (p = 0,010), mas não da espessura da cerâmica (p = 0,555). O valor de tração diametral da resina GD foi maior que o do RU, mas nenhum desses dois materiais diferiu de RV e P. Concluiu-se que ocorreu estabilidade de cor dos materiais utilizados para cimentação após os ciclos térmicos e a espessura da cerâmica influenciou nas propriedades mecânicas microdureza e tração diametral dos sistemas de cimentação fotoativados através de laminados cerâmicos de diferentes espessuras.
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