Distribuição de tensões em restaurações com retentores intrarradiculares de fibra de vidro e polieteretercetona: análise in silico [recurso eletrônico]
Aline Garcia Hallak
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2021.
32f. : il.
Dissertação (Mestrado em Prótese Dentária) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic
O objetivo neste trabalho foi analisar, por meio da técnica de elementos finitos, as tensões provocadas na raiz de um incisivo central superior (21) restaurado com coroa de dissilicato de lítio e retentores de pino de fibra de vidro (PFV) e polieteretercetona (PEEK). Modelos tridimensionais foram...
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O objetivo neste trabalho foi analisar, por meio da técnica de elementos finitos, as tensões provocadas na raiz de um incisivo central superior (21) restaurado com coroa de dissilicato de lítio e retentores de pino de fibra de vidro (PFV) e polieteretercetona (PEEK). Modelos tridimensionais foram criados com base em uma imagem tomográfica computadorizada (i-CAT Cone Beam 3D Dental Imaging System) reproduzindo o elemento 21. Cada modelo foi composto por coroas protéticas representadas por dissilicato de lítio. As coroas de dissilicato de lítio (2,0 mm de espessura) foram cimentadas a um dos dois tipos de pinos (PFV e PEEK) com cimento resinoso dual. Ambas as linhas de cimentação foram consideradas com 25,0 µm de espessura. Todos os materiais foram considerados isotrópicos, homogêneos e linearmente elásticos. Em cada modelo foi aplicado diferentes carregamentos (cervical, incisal, axial e médio). Foram avaliadas as tensões máxima principal (tração) e mínima principal (compressão) na raiz, de modo qualitativo e quantitativo. Na tensão máxima principal, o PEEK apresentou maiores tensões que PFV em todos os carregamentos, porém houve uma similaridade qualitativa. Já na tensão mínima principal, PEEK e PFV apresentaram similaridades qualitativas e quantitativas, com exceção da análise quantitativa do carregamento axial, onde PEEK apresentou quase o dobro da tensão em comparação ao PFV. As tensões em ambos os grupos se iniciaram na região do terço cervical, estendendo até a face vestibular da raiz. Verificou-se também, que o elemento 21 restaurado com PFV ou PEEK e coroa de dissilicato de lítio apesar de apresentarem, diferentes resultados quantitativos durante as análises mínima e máxima principal, em apenas dois dos dezesseis carregamentos testados, cervical na máxima principal e axial na miníma principal, obtiveram diferenças expressivas, onde PEEK obteve resultados consideralmente maiores que PFV. Assim, pode-se concluir que, através das variavéis testadas, PFV apresentou melhores valores de intensidade e distribições de tensões, do que o PEEK, porém cabe resaltar, que PEEK, apresentou valores bem próximos ao PFV, considerado assim, um material promissor para a realização de retentor intrarradicular, sendo necessário estudos futuros, com diferentes váriaveis e composições de PEEK.
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Miranda, Milton Edson
Orientador
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Aline Garcia Hallak
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