Efetividade e toxicidade local da ropivacaína em géis termorreverssíveis no controle da dor pós-operatória [recurso eletrônico]
Rodrigo Le Draper Vieira
Tese
por
Campinas : [s.n.], 2021.
61f. : il.
Tese (Doutorado em Implantodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
Este estudo objetivou avaliar a segurança e efetividade de hidrogéis de poloxamer PL 407 associados à derivados de celulose (HPMC 10 ou HPMC 90) como sistema binário para liberação de ropivacaína (0,5%) na prevenção e controle da dor pós-operatória em ensaios in vivo. Uma amostra composta por 144...
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Este estudo objetivou avaliar a segurança e efetividade de hidrogéis de poloxamer PL 407 associados à derivados de celulose (HPMC 10 ou HPMC 90) como sistema binário para liberação de ropivacaína (0,5%) na prevenção e controle da dor pós-operatória em ensaios in vivo. Uma amostra composta por 144 ratos Wistar machos adultos, com variação de peso entre 300 e 350 g, foi dividida em oito grupos (n = 18), sendo quatro experimentais - RVC 0,5%; RVC 0,5% + PL 407 (20%); RVC 0,5% + PL 407 (20%) + HPMC 90 (0,4%); RVC 0,5% + PL 407 (20%) + HPMC 10 (0,4%) - e quatro grupos controles - PL 407 (20%); PL 407 (20%) + HPMC 90 (0,4%); PL 407 (20%) + HPMC 10 (0,4%); solução salina. Para a avaliação da efetividade analgésica, os animais foram submetidos à análise de sensibilidade das patas traseiras, usando o analgesímetro de Von Frey. O limiar de dor foi mensurado em triplicata para estabelecimento da sensibilidade basal (média das forças que ocasionaram a retirada da pata). Após os testes basais, os animais tiveram o nervo ciático do lado direito bloqueado com uma das formulações descritas nos grupos, recebendo uma incisão de 1 cm na pata traseira direita. Os testes de sensibilidade foram novamente realizados com analgesímetro de Von Frey, em intervalos de 10 minutos (até 2 horas após a incisão), de 30 minutos (até 3 horas) e de 60 minutos (até o final da anestesia). Os animais também foram submetidos à avaliação da resposta inflamatória aguda, determinando-se a liberação de TNF-?, IL-1?, substância P e CGRP, além da avaliação da toxicidade local in vivo. Os dados foram analisados por ANOVA, com teste posterior de Tukey (?=0.05). Quanto ao tempo máximo de efeito anestésico, todos os grupos apresentaram diferenças estatisticamente significativas (p < 0,001). Em média, a RVC livre durou 48 minutos e a RVC + PL 407 durou 70 minutos, enquanto as formulações com HPMC 90 e HPMC 10 tiveram médias de duração de 175 e 155 minutos, respectivamente. As formulações com HPMC 90 e HPMC 10 apresentaram aproximadamente o dobro do tempo de tolerância ao estímulo, quando comparadas somente com PL (p < 0,001). Houve diferenças estatisticamente significativas na tolerância à dor (p < 0,05) quando comparados os grupos experimentais (com RVC) com os grupos controles (sem RVC). Os índices de Il-1 não foram alterados significativamente entre os grupos experimentais em nenhum dos tempos de análise. Houve redução nos níveis de TNF-? para todas as formulações contendo RVC, maior efeito observado na formulação contendo HPMC 10 + RVC. Os índices de CGRP não foram alterados significativamente entre os grupos experimentais, porém, todas as formulações contendo associação entre RVC e PL 407 ou HPMC apresentaram maior liberação de substância P. Não houve diferenças estatisticamente significativas (p > 0,05) em relação à resposta tecidual ocasionada pelas formulações estudadas. Concluiu-se que a associação de HPMC 10 ou HPMC 90 ao PL 407 para a liberação de ropivacaína 0,5% na prevenção e controle da dor pós-operatória mostrou-se efetiva e segura em ratos. A adição dos hidrogéis possibilitou dobrar a eficácia e o tempo de analgesia das formulações.
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Tofoli, Giovana
Orientador
Efetividade e toxicidade local da ropivacaína em géis termorreverssíveis no controle da dor pós-operatória [recurso eletrônico]
Rodrigo Le Draper Vieira
Efetividade e toxicidade local da ropivacaína em géis termorreverssíveis no controle da dor pós-operatória [recurso eletrônico]
Rodrigo Le Draper Vieira