Análise da viabilidade celular e mineralização da matriz extracelular de culturas osteoblásticas crescidas sobre matrizes rígidas produzidas com impressora tridimensional [recurso eletrônico]
Maurício Costa de Araujo
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2020.
58f. : il.
Dissertação (Mestrado em Implantodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
Defeitos ósseos no complexo craniofacial causados por trauma, doenças inflamatórias e ressecção de neoplasias afetam diretamente a qualidade de vida levando muitas vezes a perda da função do órgão afetado e representam um grande desafio para os cirurgiões maxilofaciais. Diferentes técnicas para...
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Defeitos ósseos no complexo craniofacial causados por trauma, doenças inflamatórias e ressecção de neoplasias afetam diretamente a qualidade de vida levando muitas vezes a perda da função do órgão afetado e representam um grande desafio para os cirurgiões maxilofaciais. Diferentes técnicas para reconstrução óssea têm sido propostas, entretanto a engenharia de tecidos é a mais promissora. Nesta técnica, utilizam-se arcabouços, que podem ser personalizados para cada paciente, associados com células para promover a regeneração do defeito ósseo. Vários materiais e técnicas estão disponiveis para fabricação de arcabouços. Neste contexto, objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de arcabouços de ácido polilático (PLA), acrilonitrila-butadieno-estireno (ABS M30i) e policarbonato PC-ISO, produzidos por impressoras 3D, sobre culturas de células osteoblásticas humanas. Para isto, células osteoblásticas (SAOS-2) foram cultivadas sobre arcabouços de PLA, ABS M30i e PC-ISO, acondicionados em placas de 24 poços, na densidade de 2x104 células/arcabouço. Foram avaliados os seguintes parâmetros: 1) viabilidade celular por MTT em 1, 2 e 3 dias e 2) quantificação da mineralização da matriz extracelular pela coloração com vermelho de Alizarina aos 14 dias. Os dados foram submetidos aos testes ANOVA One-Way ou Two-Way, com nível de significância de 5%. Em 1 e 2 dias, a viabilidade celular foi semelhante em culturas SAOS-2 crescidas sobre os três tipos de arcabouço (p>0,05). Contudo, aos 3 dias, maiores níveis de viablidade celular foram observados em SAOS-2 cultivadas sobre ABS M30i e PC-ISO em comparação PLA (p<0,05). Aos 14 dias, não foram detectadas diferenças em termos de mineralização da matriz extracelular em culturas SAOS-2 cultivadas sobre os três tipos de arçabouços (p>0,05). Em conclusão, os resultados sugerem que PLA, ABS M30i e PC-ISO permitem a osteogênese in vitro e podem ser considerados materiais promissores para construção de arcabouços para regeneração óssea.
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Teixeira, Lucas Novaes
Orientador
Análise da viabilidade celular e mineralização da matriz extracelular de culturas osteoblásticas crescidas sobre matrizes rígidas produzidas com impressora tridimensional [recurso eletrônico]
Maurício Costa de Araujo
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