Efeito da ozonioterapia na regeneração óssea com enxertos ósseos autógenos em defeitos críticos na calvária de ratos: estudo histomorfométrico [recurso eletrônico]
Valéria Simone Jesus Gomes Vieira
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2020.
48f. : il.
Dissertação (Mestrado em Implantodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
A regeneração óssea guiada (ROG) tem sido frequentemente utilizada nos tratamentos para aumento ósseo, envolvendo a colocação de barreiras mecânicas com o intuito de proteger o coágulo sanguíneo e criar um espaço isolado para impedir a competição com os tecidos epiteliais e conjuntivo. A utilização...
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A regeneração óssea guiada (ROG) tem sido frequentemente utilizada nos tratamentos para aumento ósseo, envolvendo a colocação de barreiras mecânicas com o intuito de proteger o coágulo sanguíneo e criar um espaço isolado para impedir a competição com os tecidos epiteliais e conjuntivo. A utilização de membranas para os procedimentos de ROG exerce papel fundamental e influencia diretamente na manutenção do volume enxertado, sendo a membrana de colágeno Bio-Gide muito utilizada, com uma estrutura em bicamada evitando o crescimento de células indesejáveis para o interior do efeito ósseo. Nesse sentido, o objetivo deste estudo foi analisar histomorfometricamente o efeito da ozonioterapia em combinação com enxerto ósseo autógeno na regeneração óssea guiada em calvárias de ratos. Defeitos de tamanho críticos foram criados na calvária de 18 ratos Wistar machos. Os animais (N=18) foram divididos aleatoriamente em três grupos: G1 (n=6) G1a (n=3, coágulo) e G1b (coágulo + Bio-Gide); G2 (n=6, enxerto ósseo autógeno); G3 (n=6, enxerto ósseo autógeno), utilizando-se o gás mistura O2/O3 (3 ml na concentração de 5 mcg/ml), imediatamente após a cirurgia com aplicação retroauricular bilateral (1 ml de volume por ponto) e na região imediatamente acima da incisão no sentido caudal (1ml de volume). Adicionalmente, neste grupo sobre as suturas foi acomodada uma camada de óleo de girassol ozonizado U-IP 600 no volume de 0,5 ml. Após 21 dias, os animais foram eutanasiados e as amostras processadas histologicamente. A análise histomorfométrica foi procedida após submissão das amostras à coloração com Hematoxilina-Eosina (HE) e montagem em lâminas, com imagens capturadas em um sistema de imagem computadorizado. Para mensuração da área de osso neoformado no defeito utilizou-se um software de análise ImageJ (National Institute of Health, Bethesda, EUA) a partir das bordas dos defeitos e quantificadas em micrômetros quadrados (µm2). e os dados foram tabulados para análise estatística considerando nível de significância de 5%. Os resultados evidenciaram maior área de osso neoformado para o G3 (p<0,05) com média de 2678,37 (±1116,40) µm2, quando comparado ao G2 de 984,87 (784,27) µm2 e G1 de 480,66 (384,76) µm2. Portanto, conclui-se que a ozonioterapia potencializou a neoformação óssea nos defeitos críticos preenchidos com osso autógeno, sendo uma terapia coadjuvante promissora para acelerar a regeneração tecidual.
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