Influência de diferentes comprimentos de trabalho no terço apical e geometria foraminal após modelagem com instrumento reciprocante: um estudo de tomografia micro computadorizada [recurso eletrônico]
Rafael Henrique de Oliveira Carvalho
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2020.
52f. : il.
Dissertação (Mestrado em Endodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
Introdução: O preparo do canal radicular pode ser realizado com instrumentos rotatórios ou reciprocantes que cortam as paredes do canal promovendo limpeza e desinfecção. Este preparo aumenta o volume do canal radicular à medida que toca as suas paredes no entanto, algumas áreas podem permanecer sem...
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Introdução: O preparo do canal radicular pode ser realizado com instrumentos rotatórios ou reciprocantes que cortam as paredes do canal promovendo limpeza e desinfecção. Este preparo aumenta o volume do canal radicular à medida que toca as suas paredes no entanto, algumas áreas podem permanecer sem serem tocadas. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar, por meio de análise de tomografia micro computadorizada, a capacidade de preparo do instrumento Reciproc Blue (R25) utilizado em diferentes comprimentos de trabalho (CT) em canais com curvaturas moderadas. Metodologia: Foram utilizados neste estudo 36 canais mésio-vestibulares e mésio-linguais das raízes mesiais dos primeiros e segundos molares inferiores. Os espécimes foram submetidos primeiro a uma radiografia bidimensional para avaliação de suas curvaturas e posteriormente a uma análise de micro-CT para avaliação de suas características morfológicas e homogeinização das amostras. Os canais foram instrumentados com o instrumento R25 em 3 diferentes CT de acordo com os seguintes grupos: G -1 instrumentado 1 mm aquém do forame apical; G 0 instrumentado no forame apical e G +1 instrumentado 1 mm além do forame apical. Após o preparo do canal radicular as amostras foram novamente digitalizadas e comparadas com as imagens iniciais para avaliação das alterações do volume do canal radicular no terço apical, das áreas de superfície não preparadas do terço apical e do forame apical.. Foi realizada a análise de distribuição de dados pelo teste Kolgomorov Smirnov. Para a análise dos resultados utilizou-se ANOVA unidirecional seguido do Post-Hoc de Tukey para a análise do terço apical e o teste T de Student para a análise dos grupos G 0 e G+1 no forame apical, ambos considerando diferenças significativas de 5%. Resultados: Em relação às alterações do volume do canal radicular (mm3) do terço apical os resultados foram: 22,86 ± 10,46; 44,48 ± 24,91 e 55,71 ± 21,32 para G-1, G 0 e G +1, respectivamente, com G 0 e G + 1 apresentando P> 0,05. Para a porcentagem de áreas de superfície não preparadas do terço apical não houve diferença entre os três grupos (G-1, 20,33 ± 4,90; G 0 21,23 ± 6,10 e G + 1 21,29 ± 5,80) (P> 0,05). Para as áreas de superfície não preparadas no forame apical o G 0 e G+1 apresentaram (G 0, 20,13 ± 13,33 e G + 1, 13,87 ± 6,96) com P> 0,05. . Conclusão: Pode-se concluir que estender o CT até o forame ou além dele aumenta o volume do terço apical. As áreas de superfície não preparadas do terço apical não são modificadas por diferentes comprimentos de trabalho. As áreas de superfície não preparadas no forame apical não são modificadas pela instrumentação no forame ou além dele.
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