Prevalência de molares superiores com lesão periapical na raiz mesiovestibular e relação com a presença de canais MV2. Um estudo por tomografia computadorizada de feixe cônico [recurso eletrônico]
Ludmila Araujo de Albuquerque Gondim
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2020.
47f. : il.
Dissertação (Mestrado em Endodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
A terapia endodôntica apresenta um prognóstico favorável, no entanto alguns fatores como uma anatomia complexa e consequentemente a não detecção de canais, e não instrumentação destes, podem resultar no insucesso do tratamento. Pelo fato do segundo canal na raiz mesiovestibular (MV2) não ser...
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A terapia endodôntica apresenta um prognóstico favorável, no entanto alguns fatores como uma anatomia complexa e consequentemente a não detecção de canais, e não instrumentação destes, podem resultar no insucesso do tratamento. Pelo fato do segundo canal na raiz mesiovestibular (MV2) não ser localizado em algumas situações e muitas vezes ser negligenciado, a anatomia dos primeiros e segundos molares superiores tem sido amplamente estudada. O objetivo deste trabalho foi analisar a presença do segundo canal, não instrumentado, na raiz mesiovestibular de molares superiores e sua relação com a presença de imagens hipodensas apicais que sugerem lesões periapicais, numa população brasileira de ambos os gêneros e idade de 19 à 79 anos. Foram avaliadas, por três avaliadores independentes, 348 TCFC armazenadas no banco de dados de uma clínica de radiologia. Observou-se que o primeiro molar apresentou três raízes em 98,24%, no segundo molar esta percentagem foi de 60% para três raízes, 30,84% para 2 raízes e 9,16% para uma raiz. Em relação ao número de canais, o primeiro molar apresenta 4 em 59,22% dos casos, enquanto no segundo molar apresentou uma anatomia mais variável, apresentando 4 canais em 20,83% dos casos, sendo mais comum apresentar-se com 3 canais em 39,16% dos casos e 2 canais em 30,83%. O percentual com lesão periapical foi mais elevado entre dentes com a presença de MV2 que em dentes sem MV2 (57,1% x 40,6%). Estes dados foram analisados estatisticamente através do teste Qui-quadrado de Pearson ou o teste Exato de Fisher quando a condição para utilização do teste Qui-quadrado não foi verificada, e foi encontrada uma associação significativa entre a ocorrência de MV2 e lesão periapical, com OR igual a 1,95 e p < 0,05. Conclui-se que a não detecção e consequente não instrumentação de canais MV2 está associado a presença de lesões periapicais.
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