Otimização da tomografia computadorizada de feixe cônico para avaliação de alterações nos seios maxilares [recurso eletrônico]
Barbara Cristina Anrain
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2020.
43f. : il.
Dissertação (Mestrado em Radiologia Odontológica e Imaginologia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) tem sido rotineiramente utilizada na avaliação de seios maxilares. Esse método é acurado não apenas para diagnóstico de doenças inflamatórias, mas também para a avaliação da anatomia sinusal. No entanto, o uso difundido da TCFC resulta em...
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A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) tem sido rotineiramente utilizada na avaliação de seios maxilares. Esse método é acurado não apenas para diagnóstico de doenças inflamatórias, mas também para a avaliação da anatomia sinusal. No entanto, o uso difundido da TCFC resulta em preocupações para a elaboração de estratégias no que diz respeito à justificativa e otimização das exposições, minimizando assim os riscos ao paciente exposto à radiação. Sabe-se que os equipamentos de TCFC possibilitam uma grande variedade de configurações de aquisição de imagem, que podem ser ajustadas de acordo com as características individuais do paciente e as diferentes tarefas de diagnóstico em odontologia. O objetivo desta pesquisa foi testar protocolos padrão que abrangem o seio maxilar de um aparelho de TCFC amplamente utilizado, o i-Cat Classic (Imaging Sciences International), em busca de protocolos com a menor dose possível e, ao mesmo tempo, imagens aceitáveis para o diagnóstico. Dois (02) crânios secos foram preparados para simular situações encontradas com frequência em exames tomográficos de seio maxilar: espessamento da membrana sinusal, fenômeno de retenção de muco e a presença de enxertia óssea, além do seio maxilar em normalidade. As imagens tomográficas dos crânios secos foram adquiridas no equipamento i- Cat Classic em protocolos padrão. Esses protocolos de aquisição foram determinados utilizando-se dois tamanhos de campo de visão (8x16cm e 6x16cm) e com os parâmetros energéticos (kVp e mA) ajustados de acordo com as recomendações do fabricante. Além disso, 5 diferentes combinações de tempo de exposição e tamanho de voxel foram empregadas. A partir dos volumes obtidos foram selecionadas 3 reconstruções por volume tomográfico (axial, sagital e coronal), que foram avaliadas, de forma "cega" e aleatória, por 3 examinadores especialistas em Radiologia Odontológica, devidamente treinados e calibrados. As imagens foram analisadas considerando a qualidade geral da imagem, nitidez, contraste, artefatos e ruído, por meio de uma escala de 4 pontos. Os dados foram submetidos à análise estatística aplicando-se o teste exato de Fisher (?=0,05). Os protocolos que empregaram os parâmetros energéticos com maior dose mostraram associação significativa com melhores escores de qualidade geral da imagem, nitidez e contraste (p<0,05). No entanto, protocolos de dose intermediária também foram associados a escores de qualidade boa e excelente e quantidade de artefatos e ruído aceitáveis. Conclui-se que é viável a utilização de protocolos com menor dose, mantendo-se a qualidade da imagem aceitável para avaliação dos seios maxilares, dentre os protocolos definidos pelo fabricante do sistema i-Cat Classic.
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Barbara Cristina Anrain
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