Análise da influência do anticoagulante plaquetário nas características clínicas, histológicas e quantificação de PDGF nas membranas de fibrina autologa - PRF [recurso eletrônico]
Mario Augusto Pierobom Berteli Bozza
Dissertação
por
Campinas : [s.n.], 2020.
44f. : il.
Dissertação (Mestrado em Implantodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
Segundo o Ministério da Saúde, os problemas cardíacos estão entre as doenças crônicas mais comuns. Consequentemente, devemos considerar que o número de pacientes tratados no consultório odontológico nessas condições é elevado. Atualmente as membranas de fibrina autóloga (PRF), têm sido amplamente...
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Segundo o Ministério da Saúde, os problemas cardíacos estão entre as doenças crônicas mais comuns. Consequentemente, devemos considerar que o número de pacientes tratados no consultório odontológico nessas condições é elevado. Atualmente as membranas de fibrina autóloga (PRF), têm sido amplamente utilizadas e estudadas na engenharia tecidual como alternativa aos biomateriais para ganho de tecidos duros e moles, além de acelerar e favorecer a reparação, e com protocolos de centrifugação bem documentados e estabelecidos. Diante disso, o presente estudo avaliou o efeito do uso crônico de anticoagulante plaquetário em pacientes cardiopatas, na qualidade macroscópica e microscópica da fibrina autóloga comparado à pacientes sistemicamente saudáveis ASA 1. Selecionou-se para este estudo pacientes ASA 1 (n=10) e cardiopatas usuários de medicação varfarina 5mg/dia (n=10), sendo coletados 2 tubos de vidro seco, com 10 mL de sangue, por paciente. Seguidamente a coleta do sangue venoso, as amostras foram centrifugadas a 400 g durante 10 min, à temperatura ambiente, segundo o protocolo de Choukroun, para a produção das membranas de fibrina autóloga (PRF). Após o processamento, os tubos ficaram em repouso por 20 minutos para melhor organização da matriz e para finalizar o coágulo de fibrina. Somente a porção amarela e o buffy coat foram removidas dos tubos e acondicionadas em caixas próprias, para extrair o excesso de plasma, sob leve compressão, formando assim as membranas de PRF. As membranas foram avaliadas clinicamente quanto a sua consistência, cor e tamanho, tendo sido também avaliada a contagem de plaquetas, por meio do exame do hemograma completo. Adicionalmente as características microscópicas foram avaliadas histologicamente a e quantificação de PDGF-A por meio ensaio imunoenzimático Elisa. Os dados foram tabulados e submetidos a análise estatística, tendo sido adotado nível de significância de 5%. Em ambos os grupos, as membranas se mantiveram íntegras durante todo o tempo de análise, mostrando o mesmo comportamento estrutural. Observou-se que os pacientes usuários de anti-coagulantes apresentaram menor quantidade de plaquetas, com formação de uma membrana mais translúcida e de menor tamanho quando comparado aos pacientes ASA1. Histologicamente, evidenciou-se nos pacientes cardiopatas uma fibrina heterogênea, por vezes malformada, e presença menos prevalente de leucócitos. Adicionalmente, a quantificação de PDGF-A foi significantemente menor nos pacientes usuários de anticoagulante quando comparados ao ASA 1 (p<0,05). Os resultados sugerem que os anticoagulantes podem interferir na formação da malha de fibrina e, consequentemente, na qualidade e capacidade regenerativa da mesma.
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Mario Augusto Pierobom Berteli Bozza
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Mario Augusto Pierobom Berteli Bozza