Análise histológica e histomorfométrica de enxerto xenógeno e enxerto ósseo autógeno em bloco. Estudo clínico prospectivo randomizado controlado em boca dividida [recurso eletrônico]
Rafael Guimarães Lima
Tese
por
Campinas : [s.n.], 2019.
42f. : il.
Tese (Doutorado em Implantodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
Introdução: O edentulismo e consequente reabsorção óssea exigem cada vez mais técnicas e alternativas para reabilitação oral com implantes e osseointegração. Para isso se pode realizar enxertos para promover a neoformação óssea, com osso autógeno e biomateriais. Proposição: O objetivo deste estudo...
Ver mais
Introdução: O edentulismo e consequente reabsorção óssea exigem cada vez mais técnicas e alternativas para reabilitação oral com implantes e osseointegração. Para isso se pode realizar enxertos para promover a neoformação óssea, com osso autógeno e biomateriais. Proposição: O objetivo deste estudo foi avaliar a neoformação óssea através da análise histológica e histomorfométrica no aumento de rebordos alveolares reabsorvidos utilizando osso autógeno e um biomaterial xenógeno inorgânico em bloco para futura reabilitação com implantes dentários. Materiais e Métodos: Cada paciente recebeu um enxerto autógeno e um xenógeno horizontal na região anterior da maxila, ambos revestidos por uma membrana de colágeno. Após seis meses, foi usada uma broca trefina de 3mm de diâmetro e 10mm de comprimento no sentido vestíbulo-palatal para remoção de um tecido para análise histológica e histomorfométrica e os implantes foram instalados. Resultados: Os resultados histológicos revelaram, quanto a análise do reparo do enxerto xenógeno, que não há interface separando do leito receptor, apresentando bastante tecido conjuntivo interposto. Apesar disso, há presença de neoformação óssea em toda extensão do biomaterial, ainda que em menor quantidade do que no enxerto autógeno. Em uma comparação, nos enxertos xenógenos há presença de mais espaços medulares e menor quantidade de osso formado do que nos autógenos. Já os resultados histomorfométricos mostram que, para o osso autógeno, a proporção de tecido mineralizado vital observada nas lâminas foi estatisticamente inferior àquela verificada para o tecido não mineralizado (p = 0,001, com poder de teste de 89,2%). Considerando-se o osso xenógeno nas lâminas, o tecido mineralizado vital também se apresentou em proporção estatisticamente menor que a encontrada de tecido não mineralizado (p < 0,001, com poder de teste de 99,9%). Conclusão: O enxerto ósseo autógeno representou um percentual de tecido mineralizado vital superior ao obtido pela utilização do osso xenógeno em bloco. Depois de um período de seis meses de reparo do enxerto ósseo, a combinação do enxerto xenógeno associado à membrana de colágeno demonstraram ser uma alternativa adequada para reconstruir defeitos horizontais e rebordo alveolar que sofreram reabsorção extensa com reduzida morbidade pós-operatória.
Palavra-chave: Reabsorção óssea. Implantes dentários. Odontologia Ver menos
Palavra-chave: Reabsorção óssea. Implantes dentários. Odontologia Ver menos
Maior, Bruno Salles Sotto
Orientador
Análise histológica e histomorfométrica de enxerto xenógeno e enxerto ósseo autógeno em bloco. Estudo clínico prospectivo randomizado controlado em boca dividida [recurso eletrônico]
Rafael Guimarães Lima
Análise histológica e histomorfométrica de enxerto xenógeno e enxerto ósseo autógeno em bloco. Estudo clínico prospectivo randomizado controlado em boca dividida [recurso eletrônico]
Rafael Guimarães Lima