Anomalias dentárias na dentição decídua em pacientes com fissuras labiopalatinas não sindrômicas
Adriana Boeri Freire Tamburini
Tese
por
Campinas : [s.n.], 2018.
44f. : il.
Tese (Doutorado em Clínicas Odontológicas) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
Embora estudos tenham demonstrado uma elevada frequência de anomalias dentárias em pacientes com fissuras labiais e/ou palatinas não-sindrômicas (FL/PNS), poucos deles avaliaram essas anomalias na dentição decídua. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de anomalias dentárias na dentição...
Ver mais
Embora estudos tenham demonstrado uma elevada frequência de anomalias dentárias em pacientes com fissuras labiais e/ou palatinas não-sindrômicas (FL/PNS), poucos deles avaliaram essas anomalias na dentição decídua. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de anomalias dentárias na dentição decídua de crianças com FL/PNS. Este estudo transversal, caso-controle, incluiu 75 crianças com FL/PNS (grupo-caso) e 286 controles saudáveis (grupo-controle). Nos dois grupos, as crianças com a dentição decídua completa tinham idade variando de 4 a 6 anos. Exame clínico, radiografias panorâmicas e periapicais foram realizados e anomalias dentárias de forma (fusão, geminação, taurodontismo, dens invaginatus, dens evaginatus, dilaceração, microdontia, macrodontia, terceira raiz e dente conóide) e de número (agenesia e dentes supranumerários) foram avaliadas. As informações coletadas foram analisadas pelo programa estatístico SPSS® versão 19.0 (Statistical Package for the Social Sciences for Windows, Inc., EUA). As comparações foram avaliadas por tabulação cruzada, com a significância estatística em p?0,05. A prevalência de anomalias dentárias nos grupos caso e controle foram estimados com intervalo de confiança de 95%. Ao todo, 42 anomalias dentárias foram identificadas, sendo verificada maior prevalência destas condições no grupo caso (25,33%), comparado ao grupo-controle (8,04%) (p<0,001). Observou-se maior frequência de anomalias dentárias nas fissuras labiopalatinas não sindrômicas (47,36%), seguidas pelas fissuras labiais não sindrômicas (31,57%) e fissuras palatinas não sindrômicas (21,05%). A ocorrência de agenesia dentária (p=0,005) e geminação (p=0,029) foi maior no grupo-caso, comparado ao controle. A ocorrência de agenesia dentária (21,05%) e geminação (15,78%) foi mais frequente no grupo caso e pode contribuir para a definição de subfenótipos nas fissuras orais.
Palavras-chave: Fissuras dentárias. Anormalidades dentárias. Agenesia dentária. Ver menos
Palavras-chave: Fissuras dentárias. Anormalidades dentárias. Agenesia dentária. Ver menos
Anomalias dentárias na dentição decídua em pacientes com fissuras labiopalatinas não sindrômicas
Adriana Boeri Freire Tamburini
Anomalias dentárias na dentição decídua em pacientes com fissuras labiopalatinas não sindrômicas
Adriana Boeri Freire Tamburini