Fadiga e ciclagem térmica: efeito na colagem de bráquetes ortodônticos
Giselle Cabral da Costa
Tese
por
T D4
Campinas : [s.n.], 2017.
67f : il.
Tese (Doutorado em Ortodontia) - Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
Neste estudo experimental in vitro, avaliou-se a influência do ensaio de fadiga e/ou da ciclagem térmica na resistência de união ao cisalhamento de sistemas bráquete/esmalte, bem como o modo de falha. Para tal, 48 pré-molares humanos foram embutidos em resina de poliéster (Maxi Rubber) e...
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Neste estudo experimental in vitro, avaliou-se a influência do ensaio de fadiga e/ou da ciclagem térmica na resistência de união ao cisalhamento de sistemas bráquete/esmalte, bem como o modo de falha. Para tal, 48 pré-molares humanos foram embutidos em resina de poliéster (Maxi Rubber) e condicionados com ácido fosfórico 37% durante 20 segundos, na sua face vestibular. Cada dente recebeu o primer Cure Adhesive Primer (3M Unitek) e, em seguida, a resina composta Transbond XT Light Cure (3M Unitek) para colagem direta dos bráquetes ortodônticos metálicos Kirium Line Roth (3M Unitek). A fixação do bráquete foi feita sob pressão de 4 N e aferida por meio de tensiômetro. A polimerização para todos os grupos foi de 40 segundos. Então, as amostras foram alocadas em três grupos experimentais (n = 12) para serem ou não submetidas a protocolos de fadiga e/ou termociclagem, com intuito de simular desafios da interface de união bráquete-dente. O grupo controle (n = 12) foi imerso em água destilada. Para a fadiga, foram realizados um milhão de ciclos mastigatórios, aplicados sob carga de 130 N, a uma frequência de 2 Hz. O grupo termociclado foi submetido a 1.000 ciclos em que as amostras foram alternadamente imersas em banhos com temperaturas de 5oC e 55oC, por 30 segundos cada. No grupo em que a fadiga foi associada à termociclagem, respeitou-se o mesmo número de ciclos mastigatórios, mas simultaneamente à sua execução foram alternadas ciclagens nas temperaturas de 5oC e 55oC. A resistência de união bráquete-dente foi mensurada em máquina de ensaio universal por meio do teste de cisalhamento, a uma velocidade de 0,5 mm/min. A avaliação do modo de fratura foi realizada utilizando-se o índice de remanescente adesivo (IRA), sob aumento de 20 vezes em lupa estereoscópica. A análise de variância demonstrou haver diferença estatisticamente significativa (p = 0,026) na resistência de união entre os bráquetes avaliados e o esmalte dentário, em função da simulação ou não de ciclos térmicos e/ou de fadiga. Pelo teste de Tukey identificou-se que os menores valores de resistência de união foram observados no grupo apenas termociclado. As amostras submetidas à fadiga, seja associada ou não à termociclagem, apresentaram valores se resistência de união que não diferiram estatisticamente daqueles constatados no grupo controle. O teste G, aplicado aos dados do IRA, mostrou que não houve diferença estatisticamente significativa (p = 0,388) entre os grupos quanto às frequências de escores. O escore 1, que se refere às situações em que menos da metade do adesivo permaneceu na estrutura dental, foi o mais prevalente em todos os grupos. No grupo apenas termociclado, as falhas relativas aos escores 2 e 3 apresentaram-se em maior proporção que nas condições controle e naquela em que as amostras foram submetidas à fadiga. Concluiu-se que a termociclagem diminuiu consideravelmente a resistência de união bráquete/esmalte, repercutindo inclusive no seu modo de falha, mas quando a fadiga foi associada à termociclagem, a resistência de união não foi afetada, sugerindo que a simulação conjunta de ciclos mastigatórios e térmicos é suprimível.
Palavras chave: Ortodontia. Fadiga. Bráquetes ortodônticos. Ver menos
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Fadiga e ciclagem térmica: efeito na colagem de bráquetes ortodônticos
Giselle Cabral da Costa
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