Análise comparativa randomizada de enxertos ósseos de crista ilíada e cirurgia reparadora com proteína morfogenética (rhBMP-2) na reconstrução de fenda alveolar
Michele Brandão do Nascimento
Dissertação
por
D D762
Fortaleza - CE : [s.n.], 2017.
74f. : : il.
Dissertação (Mestrado em Implantodontia) - Faculdade São Leopoldo Mandic.
O propósito do estudo foi analisar comparativamente a formação óssea, utilizando protéina óssea morfogenética e enxerto ósseo de crista ilíaca como área doadora, na correção da fissura alveolar, comparando os resultados quando estes foram realizados como enxerto ósseo alveolar secundário. Avaliou-se...
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O propósito do estudo foi analisar comparativamente a formação óssea, utilizando protéina óssea morfogenética e enxerto ósseo de crista ilíaca como área doadora, na correção da fissura alveolar, comparando os resultados quando estes foram realizados como enxerto ósseo alveolar secundário. Avaliou-se espessura do rebordo alveolar neoformado e edema pós-operatório. Foram incluídos 21 indivíduos com fissura labiopalatal completa, 6 do sexo feminino e 15 do sexo masculino com idade entre 9 e 14 anos, distribuídos de forma randomizada entre dois grupos: grupo 1 (rhBMP-2) e grupo 2 (enxerto ósseo de crista ilíaca). Tomografias computadorizadas de feixe cônico foram realizadas nos dois grupos no pré-operatório e em 6 e 12 meses após a cirurgia. Para avaliação em espessura do rebordo alveolar, foram selecionados nas imagens tomográficas três cortes axiais em alturas diferentes: junção amelocementária (JAC), intermediário ou médio (M) e ápice, considerando o incisivo contralateral como referência. O edema pós-operatório foi registrado, por meio de um desenho esquemático com traçados faciais de pontos craniométricos partindo do ângulo da mandibula com medições pré e pós-operatórias de 24 horas e cinco dias. Não foi observado diferença estatística significante em espessura entre os dois grupos com 6 ou 12 meses de avaliação nos 3 cortes, embora uma discreta superioridade tenha sido observada nos ganhos ósseos no grupo 1 (rhBMP-2). Nos dois grupos a JAC apresentou o pior ganho ósseo, 85,7% dos indivíduos formaram apenas um fina lâmina. Uma espessura óssea completa foi observada no terço médio em 21,4% dos indivíduos no grupo do rhBMP-2. No terço apical 28,9% dos indivíduos do grupo da crista íliaca apresentaram 100% de preenchimento após um ano de avaliação. Apesar dos maiores níveis de edema terem sido observados no grupo do rhBMP-2, não houve diferença estatística significativa do edema ao longo dos dias. Para esse grupo seleto de indivíduos com esqueleto imaturo, regeneração óssea induzida pela proteína óssea morfogenética tipo 2 recombinante humana apresentou resultados semelhantes à técnica convencional de enxertia óssea autógena, tornando-se uma alternativa viável para o tratamento de fissuras alveolares.
Palavras-chave: Transplante ósseo. Osteogênese. Fissura palatina. Ver menos
Palavras-chave: Transplante ósseo. Osteogênese. Fissura palatina. Ver menos
Análise comparativa randomizada de enxertos ósseos de crista ilíada e cirurgia reparadora com proteína morfogenética (rhBMP-2) na reconstrução de fenda alveolar
Michele Brandão do Nascimento
Análise comparativa randomizada de enxertos ósseos de crista ilíada e cirurgia reparadora com proteína morfogenética (rhBMP-2) na reconstrução de fenda alveolar
Michele Brandão do Nascimento
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