Influência da diversidade do cardápio infantil na absorção e na excreção do fluoreto
Andreany Martins Cavalli
Tese
por
T D5
Campinas : [s.n.], 2017.
68 f. : il.
Tese (Doutorado em Clínicas Odontológicas) – Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
O presente estudo avaliou a influência da diversidade do cardápio infantil na absorção
e excreção do fluoreto. O estudo clínico, randomizado, com mascaramento, e
longitudinal foi realizado em cidade do nordeste brasileiro, sem fluoretação na água
de abastecimento público. Participaram do estudo... Ver mais
e excreção do fluoreto. O estudo clínico, randomizado, com mascaramento, e
longitudinal foi realizado em cidade do nordeste brasileiro, sem fluoretação na água
de abastecimento público. Participaram do estudo... Ver mais
O presente estudo avaliou a influência da diversidade do cardápio infantil na absorção
e excreção do fluoreto. O estudo clínico, randomizado, com mascaramento, e
longitudinal foi realizado em cidade do nordeste brasileiro, sem fluoretação na água
de abastecimento público. Participaram do estudo 16 voluntários adultos (>63,9 kg)
que ingeriram, após jejum de 12 horas, 2 tipos de refeições infantis, cuja quantidade
e diversidade foram determinadas após pesagem das refeições melhor consumidas
por crianças em escola infantil de Campinas (SP): Refeição Infantil Simples (RIS; n=8):
espaguete à bolonhesa (155g) e Refeição Infantil Encorpada (RIE; n=8): arroz (69 g),
feijão (20 g), carne de panela (30 g) e salada (30 g). Simulou-se a ingestão do residual
do flúor gel pós-aplicação profissional (12.300 ppm; 30,75 mg F; pH= 4,65), 15 minutos
após a alimentação. Foram analisadas amostras das salivas (nos tempos 0, 15, 30,
45 minutos e 1 hora, 2, 3, 4, 6 e 12 horas após a ingestão da solução contendo flúor),
além da urina nos tempos 0 e 24h dos voluntários. As concentrações de flúor foram
determinadas pela utilização de um eletrodo seletivo de íons. Os dados foram
analisados pela metodologia de modelos mistos para medidas repetidas (PROC
MIXED)/Tukey Kramer. As concentrações de fluoreto na saliva nos tempos 0 e 15
minutos e a partir de 6 horas foram iguais entre os grupos (p>0,05). A partir de 30
minutos até 4 horas após a ingestão, o grupo RIS apresentou maior concentração de
flúor na saliva, o que caracteriza maior absorção (p<0,05). A concentração de flúor na
urina não diferiu entre os grupos, em ambos os tempos de coleta (p>0,05) e para
ambos, a concentração de flúor na urina aumentou na medida final (p<0,05). Concluise
que a alimentação com maior diversidade de alimentos resultou em uma menor
taxa de absorção do fluoreto sem interferir, no entanto, na excreção do íon. Sugerese,
portanto, que a aplicação tópica de flúor deve ser realizada em crianças
alimentadas, de preferência após a alimentação mais encorpada e seguindo as
orientações já estabelecidas por garantir a segurança do procedimento.
Palavras-Chave: Flúor. Alimentos infantis. Tempo. Ver menos
e excreção do fluoreto. O estudo clínico, randomizado, com mascaramento, e
longitudinal foi realizado em cidade do nordeste brasileiro, sem fluoretação na água
de abastecimento público. Participaram do estudo 16 voluntários adultos (>63,9 kg)
que ingeriram, após jejum de 12 horas, 2 tipos de refeições infantis, cuja quantidade
e diversidade foram determinadas após pesagem das refeições melhor consumidas
por crianças em escola infantil de Campinas (SP): Refeição Infantil Simples (RIS; n=8):
espaguete à bolonhesa (155g) e Refeição Infantil Encorpada (RIE; n=8): arroz (69 g),
feijão (20 g), carne de panela (30 g) e salada (30 g). Simulou-se a ingestão do residual
do flúor gel pós-aplicação profissional (12.300 ppm; 30,75 mg F; pH= 4,65), 15 minutos
após a alimentação. Foram analisadas amostras das salivas (nos tempos 0, 15, 30,
45 minutos e 1 hora, 2, 3, 4, 6 e 12 horas após a ingestão da solução contendo flúor),
além da urina nos tempos 0 e 24h dos voluntários. As concentrações de flúor foram
determinadas pela utilização de um eletrodo seletivo de íons. Os dados foram
analisados pela metodologia de modelos mistos para medidas repetidas (PROC
MIXED)/Tukey Kramer. As concentrações de fluoreto na saliva nos tempos 0 e 15
minutos e a partir de 6 horas foram iguais entre os grupos (p>0,05). A partir de 30
minutos até 4 horas após a ingestão, o grupo RIS apresentou maior concentração de
flúor na saliva, o que caracteriza maior absorção (p<0,05). A concentração de flúor na
urina não diferiu entre os grupos, em ambos os tempos de coleta (p>0,05) e para
ambos, a concentração de flúor na urina aumentou na medida final (p<0,05). Concluise
que a alimentação com maior diversidade de alimentos resultou em uma menor
taxa de absorção do fluoreto sem interferir, no entanto, na excreção do íon. Sugerese,
portanto, que a aplicação tópica de flúor deve ser realizada em crianças
alimentadas, de preferência após a alimentação mais encorpada e seguindo as
orientações já estabelecidas por garantir a segurança do procedimento.
Palavras-Chave: Flúor. Alimentos infantis. Tempo. Ver menos
Flório, Flávia Martão
Orientador
Influência da diversidade do cardápio infantil na absorção e na excreção do fluoreto
Andreany Martins Cavalli
Influência da diversidade do cardápio infantil na absorção e na excreção do fluoreto
Andreany Martins Cavalli
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