Avaliação da autopercepção e percepção de ortodontistas e leigos em relação a diferentes avanços mandibulares utilizando imagens tridimensionais
Éllida Renata Barroso de Aquino
Dissertação
por
D D4
Campinas : [s.n.], 2017.
72 f. : il.
Dissertação (Mestrado em Ortodontia) – Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic.
O objetivo deste estudo foi avaliar a autopercepção dos pacientes e percepção de ortodontistas e leigos quanto à agradabilidade estética da face com diferentes avanços mandibulares utilizando imagens tridimensionais. Foram obtidas imagens 3D, com o escâner tridimensional Artec EVA (Luxemburgo,...
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O objetivo deste estudo foi avaliar a autopercepção dos pacientes e percepção de ortodontistas e leigos quanto à agradabilidade estética da face com diferentes avanços mandibulares utilizando imagens tridimensionais. Foram obtidas imagens 3D, com o escâner tridimensional Artec EVA (Luxemburgo, Europa), de oito pacientes com oclusão e relações faciais normais no sentido ântero-posterior, em quatro posições mandibulares diferentes, sendo a primeira em Máxima Intercuspidação Habitual, seguido de 2 mm, 4 mm e 6 mm de avanço mandibular. As imagens foram obtidas em Posição Natural de Cabeça, sendo quatro pacientes do sexo masculino e quatro do sexo feminino. As imagens obtidas foram avaliadas por 60 indivíduos, sendo 30 não profissionais na área de Odontologia (leigos) e 30 ortodontistas. Os oito pacientes realizaram a autoavaliação das imagens. Cada avaliador foi instruído a atribuir notas de 0 a 10 de acordo com sua percepção de harmonia facial, atribuindo notas a partir de seis quando a face fosse considerada agradável. Para testar a reprodutibilidade intra e inter-examinador quanto à percepção de harmonia facial foi utilizado o Coeficiente de Correlação Intraclasse para leigos e ortodontistas. Para comparar as notas entre os sexos, as posições e os avaliadores, foi utilizado o teste de Tukey-Kramer, considerando o nível de significância de 5%. Foram calculadas também as frequências e porcentagens de notas maiores ou iguais a seis, que foram consideradas como uma nota de referência, ou seja, a partir de seis seriam consideradas faces agradáveis e, menor que seis, desagradáveis. Os resultados mostraram que para imagens do sexo masculino, as notas dadas pelos ortodontistas foram significativamente menores que as dos leigos e das autoavaliações dos pacientes. Para o sexo feminino, as notas dos ortodontistas foram significativamente menores que as dos leigos, mas não diferiram significativamente das autoavaliações dos pacientes. Nas autoavaliações, as posições com avanço mandibular de 4 e 6 mm foram consideradas mais desagradáveis pelo sexo feminino comparado com o sexo masculino. Foi possível concluir que ortodontistas são mais críticos com relação aos avanços mandibulares quando comparado aos leigos, atribuindo notas menores para agradabilidade facial em todas as posições avaliadas. Além disso, pequenos avanços mandibulares de 2 mm não influenciam negativamente a avaliação de ortodontistas, leigos e nem mesmo a autoavaliação dos pacientes. Os leigos foram mais críticos com o paciente do sexo feminino, considerando a partir do avanço de 4 mm como desagradável, enquanto para o sexo masculino apenas o avanço de 6 mm foi considerado desagradável para este grupo de avaliadores. Cinquenta porcento dos pacientes do sexo masculino consideram suas imagens agradáveis com avanços mandibulares de até 6 mm a partir da posição de Máxima Intercuspidação habitual.
Palavras-chave: Ortodontia. Estética dentária. Avanço mandibular. Ver menos
Palavras-chave: Ortodontia. Estética dentária. Avanço mandibular. Ver menos
Avaliação da autopercepção e percepção de ortodontistas e leigos em relação a diferentes avanços mandibulares utilizando imagens tridimensionais
Éllida Renata Barroso de Aquino
Avaliação da autopercepção e percepção de ortodontistas e leigos em relação a diferentes avanços mandibulares utilizando imagens tridimensionais
Éllida Renata Barroso de Aquino
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